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  • Malheiros e Valezi são os mais recentes professores livre-docente da FCMSCSP
  • Carlos Alberto Malheiros e Antonio Carlos Valezi são Membros Titulares do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

  • Câncer colorretal cresce em todo o mundo, diz pesquisa
  • Crescimento, que variou de 11% a 92%, é atribuído a um maior consumo de carne vermelha em detrimento de frutas, verduras e cereais

  • 29% das pesquisas sobre câncer têm conflito de interesse
  • 12% dos trabalhos contavam com um empregado da indústria farmacêutica entre os autores

  • Instituto do Câncer zera fila de cirurgias
  • Tempo médio de espera por consultas caiu de 45 para 15 dias; neste ano, hospital planeja abrir vagas para outras unidades públicas

  • FCMSCSP realiza o I Encontro do Instituto do HPV
  • Interromper radioterapia prejudica tratamento
  • 62,5% dos pacientes param terapia devido a manutenção de aparelhos

  • Obesidade já atinge 30% da população brasileira
  • Aumentou também o número de operações de redução de estômago: 500% nos últimos sete anos. Esse é o último recurso para quem não consegue emagrecer e sofre com diabetes e doenças do coração

  • Mulheres fazem cinco vezes mais cirurgias do que homens
  • Em oito anos, o número de cirurgias para redução de estômago realizadas pelo SUS aumentou 542% no Brasil

  • Anvisa proíbe esterilização líquida de equipamentos
  • Objetivo é controlar o surto de infecções por micobactérias no país, que registrou 2.128 casos de contaminação entre 2000 e 2008

  • Médico formado no exterior terá exame padrão
  • Governo federal criou comissão interministerial para agilizar a revalidação de diploma estrangeiro



    Associação Cruz Verde

    Deu na Imprensa

    Câncer colorretal cresce em todo o mundo, diz pesquisa

    Fonte. Folha de São Paulo 15-06-09

    Em duas décadas, a incidência de câncer colorretal cresceu entre homens e mulheres de todo o mundo, revela estudo publicado na revista "Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention". O aumento, que variou entre 11% (Finlândia) e 92% (Japão), é atribuído à chamada "ocidentalização" dos costumes, especialmente ao maior consumo de carnes vermelhas e processadas.
    Em São Paulo, esse tumor é o segundo de maior incidência entre mulheres -só perde para o câncer de mama- e o terceiro entre os homens, atrás dos cânceres de próstata e de traqueia, brônquio e pulmão. No Brasil, ocupa o terceiro (mulheres) e o quarto lugar (homens), segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
    Em números absolutos (não ajustados para fatores como o envelhecimento da população), a mortalidade por esse tipo de câncer no país também deu um grande salto na última década. Entre homens, passou de 2.843 (em 1996) para 5.142 (em 2006), um aumento de 81%. Entre mulheres, o aumento foi de 69% (de 3.352 para 5.679).
    A pesquisa americana, coordenada pela epidemiologista Melissa Center, da American Cancer Society, avaliou dados oncológicos de 51 países entre 1983 e 2002. Em 27 deles, distribuídos nos cinco continentes, foi verificado aumento do câncer de colorretal. Em todo o mundo, foi o terceiro tumor mais frequente entre mulheres e o quarto entre homens.
    "As taxas são alarmantes. Mostram que estamos falhando tanto na detecção precoce desses tumores quanto nas estratégicas para mudanças de estilo de vida e de dieta", escreveram em editorial Asad Umar e Peter Greenwald, do Instituto Nacional de Câncer dos EUA.
    Na Colômbia, único país da América Latina avaliado no estudo, o crescimento da incidência do câncer colorretal foi de 55% entre homens e 75% entre mulheres. No Japão, houve um aumento de 92% (homens) e de 47% (mulheres).
    Segundo o cirurgião oncológico Benedito Mauro Rossi, do Hospital A.C. Camargo, especialista em câncer colorretal, a pesquisa revela o que os médicos já vinham observando nos consultórios. "Há vários estudos mostrando uma incidência maior do tumor entre pessoas que adotam uma dieta com base em carnes vermelhas e processadas e pobre em frutas, verduras, vegetais e cereais. O sedentarismo também é um fator de risco importante."

    "Estadunização"
    Para Rossi, os embutidos e as carnes processadas são os principais vilões. Além de produzidos com carnes vermelhas geralmente muito gordurosas, trazem aditivos químicos denominados nitratos que, no estômago, podem se transformar em nitritos. Esses, por sua vez, se convertem em nitrosaminas, que são agentes cancerígenos.
    Na avaliação do nutricionista Fábio Gomes, da área da alimentação, nutrição e câncer do Inca, o Brasil vive a "estadunização" dos hábitos alimentares, e essa pode ser uma das razões do aumento do câncer colorretal. "Importamos hábitos dos EUA. Comemos muito mais gordura hoje do que há 40, 50 anos. A diferença é que hoje a gordura e os aditivos são virtuais, ninguém percebe."
    Soma-se aí o fato de que apenas um terço da população brasileira consome a recomendação diária (400 gramas) de frutas, verduras e legumes. "Até o consumo de feijão, uma fonte importante de fibras, tem diminuído entre os brasileiros."
    Ele explica que o maior consumo de fibras agiliza a digestão e torna o funcionamento do intestino regular, o que facilita a eliminação de células precursoras do câncer que já estão naturalmente no organismo.
    Menos ingestão de gordura também reduz a produção de ácidos que o organismo tem que fabricar para digeri-la. Nesse processo, alguns desses ácidos podem se transformar em agentes cancerígenos e agredir a parede do intestino grosso, o que também favorece o surgimento do tumor.

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